Conheça a trajetória de Paula Fernanda

 
 

Namastê abençoado Ser,

Gostaria de compartilhar minha experiência terapêutica e minha jornada espiritual, para que você possa me conhecer um pouco.

Em 1989, mudei radicalmente minha vida indo morar na Praia do Pinho, em SC, onde tive meus 2 filhos, hoje com 21 e 19 anos. Ajudei a organizar e a liderar o movimento Naturista no Brasil até 2005, onde participei ativamente, juntamente com meu ex-companheiro, na implantação do Centro Naturista Colina do Sol/RS.

Todos estes anos em contato profundo com a natureza e com a nudez natural me trouxeram grande tranquilidade para lidar com o corpo humano e a sexualidade, e isso facilitou muito o meu trabalho com o Tantra.

Paralelamente ao trabalho em prol do Naturismo, existia uma busca pessoal pela espiritualidade. Em 1992, recebi meu Sannyas com o nome espiritual Tandra, diretamente do Ashram do Osho, guru indiano com o qual meu coração tem profunda afinidade. Neste mesmo ano, reuni um grupo de amigos e construímos, na Colina do Sol, um centro para meditações e terapias corporais. Onde pude começar a colocar em prática meu aprendizado.

Em 1998, conheci o mestre reikiano Upanishad Kessler com o qual fiz a iniciação no nivel I do sistema Usui de Reiki.

Em 1999, fiz a formação em Renascimento com Leonard Orr, criador desta técnica. Foram vários dias em regime fechado, com muitas vivências e treinos diários, trabalhos de purificação mental e emocional, que aguçaram minha percepção sensorial e intuitiva.

Após algum tempo, me achei preparada para continuar o processo de auto-conhecimento que havia começado. Então encontrei a mestra reikiana Vishwa, com quem fiz as iniciações no reiki Xamânico e meu primeiro curso de massagem ayurvédica em 2000 e, em 2001, fiz o mestrado em Reiki.

Após este primeiro contato com o ayurveda, busquei o aprofundamento através de cursos de plantas e ervas medicinais brasileiras e ayurvédicas. Estudei Zen-Shiatsu com Mestre Yasui (Japão) em Porto Alegre e fiz o curso “Ayurveda: a ciência da vida”, com duração de 1 ano, com Arjuna Das (MG), da Escola Triguna, também em Porto Alegre.

Em 2004, fiz a formação e treinamento para professora de Yoga com Jamile Ansolin. Neste mesmo ano e nos anos seguintes, participei de vários workshops e seminários onde tive a oportunidade de aprofundar meus conhecimentos no yoga, com professores de renome internacional como Clayton Horton, Marcos Schultz, T.K.S. Desikachar e família, Kino MacGregor, Joseph e Lilian La Page, Gustavo Ponce, Tim Feldman, entre outros. Em 2004, fiz o curso de Yogaterapia Hormonal no estilo de Dinah Rodrigues e Yogaterapia com Lilian e Joseph La Page, em Garopaba, SC, Brasil.

Em 2006, senti que havia chegado a hora de ir buscar na fonte o conhecimento do ayurveda e do yoga. Assim sendo, fui para a Índia, onde estudei no Ayurveda College, em Kerala, sul da Índia.

Ainda em Kerala, conheci uma arte de cura muito antiga, chamada Kalari, provinda dos guerreiros indianos. Então, fui apresentada para um dos maiores mestres desta arte marcial e de cura, chamado Dineshan. Dineshan me aceitou como sua discípula, o que me propiciou um dos aprendizados mais importantes que tive nesta viagem; a de estudar na forma de guru-discípulo, método de aprendizagem mais antigo e tradicional que existe na India.

Fiquei com Dineshan e sua família por 1 mês, onde aprendi a fazer os óleos medicados e os tratamentos kalari, além de suas fantásticas Parotas (tipo de pão indiano). Foi uma experiência muito tocante e reveladora. Pude entender mais profundamente a cultura indiana, sua espiritualidade e seu sistema social.

Depois deste tempo no sul da Índia, resolvi viajar para conhecer e praticar yoga em diferentes regiões e centros de yoga, com professores indianos. Neste mergulho no yoga e na cultura indiana aprendi que, o que se chama de sutil aqui, é bem mais primitivo do que se chama de sutil na Índia.
Visitei grandes mestres e gurus, como Sai Baba e outros menos conhecidos no ocidente. Foi um período de muitas descobertas, desafios pessoais, emocionais e espirituais.

Quando cheguei em Rishikesh, norte da Índia, fiz o curso de Kundalini Yoga no Aham Brahmasmi Yog Mandir. Uma técnica que eu não conhecia ainda, não é a mesma kundalini yoga dos sikhis; mas uma kundalini yoga tântrica, com técnicas de respiração e de exercícios energizantes com a intenção de ativar a energia kundalini.

Ainda em Rishikesh, fiz a iniciação em Meditação Transcendental, com um guru indiano. Esta meditação foi muito útil por um bom período de minha vida.

Quando cheguei em Kolkata, fui visitar o templo de Kalighati, a deusa Kali, a “padroeira” de Kolkata, considerado um dos mais importantes templo tântricos da Índia. Apesar de ter visto e vivido muitas coisas estranhas, as quais algumas vezes até se chocavam com meus sentimentos e conceitos culturais, tive um impacto muito forte ao entrar no templo.

Este é um dos locais com a energia mais viva e intensa que tive a oportunidade de conhecer nesta viagem. Todos os dias, ainda são feitas oferendas de sangue neste templo, onde um animal é morto e ofertado a Kali, a grande deusa da destruição e do sexo, a energia primitiva da natureza, consorte de Shiva.

Foi desafiador e enriquecedor estar ali e simplesmente aceitar, sem julgamentos, este aspecto da energia feminina. Ao lado deste templo, está a casa de madre Teresa de Calcutá, onde muitos convalescentes são entregues para terminarem sua estada nesta existência. Tudo isso mexeu profundamente com meus (pré)-conceitos sobre vida, morte, solidariedade, compaixão...

Quando retornei ao Brasil, senti que eu havia passado por uma grande transformação em nível físico, emocional e espiritual.

Seguindo minha caminhada, em 2007, me mudei para Hannover, Alemanha, onde trabalhei no estúdio de yoga Yogashala com massagens e como professora substituta de yoga, além de introduzir a massagem na cadeira (quick massage) no Flohmarkt, mercado de antiguidades que acontece todos os sábados na cidade medieval de Hannover. Foi uma experiência desafiadora e enriquecedora chegar num país onde eu não conhecia a língua nem a cultura, que é muito diferente da nossa.

Em 2008, saí para mais uma viagem de auto-conhecimento, e em busca do aprofundamento das técnicas com as quais eu estava trabalhando.
Primeiramente fui à Tailândia, onde fiz o curso de Thai Massage e Advanced Medical Thai Massage, na escola Wat Po, a mais antiga e tradicional escola de Thai Massage. Nesta mesma escola, fiz o curso de Thai Yoga, uma técnica bastante diferente da yoga desenvolvida na Índia.

Após a Tailândia segui para o Camboja e Nepal. No Nepal tive a oportunidade de fazer um retiro de 10 dias de Vipassana. Esta técnica me possibilitou um mergulho profundo dentro do silêncio e do meu interior, sendo minha técnica de meditação até hoje.

Seguindo viagem, voltei novamente para a Índia, para visitar alguns centros de ayurveda e meditação.

Após algum tempo no norte deste país, fui ao extremo sul, Madurai, fazer o Yoga Teacher Trainning, na metodologia de Sivananda. Foi um mês de práticas intensivas de yoga, meditação e estudo diário do vedanta.

Saí do Ashram muito entusiasmada com todo esse novo conhecimento e fui direto para o festival de yoga em Pondicherry. Visitei uma cidade que está sendo construída baseada nas visões da Mãe, como é chamada a esposa de Sri Aurobindo, poeta místico indiano. No centro desta cidade existe um globo que é visto como a “alma” da cidade, Matrimandir. Este é um local de meditação como jamais vi em outro lugar. A meditação dentro deste globo é simplesmente fantástica, algo incrível acontece ali, que vai além de sua arquitetura e singularidade.

Quando terminou o festival de yoga decidi ir para Orissa visitar os templos tântricos e conhecer esta parte da Índia que ainda é pouco conhecida para os ocidentais. Ao visitar os templos tântricos em Bhubaneswar e Karnak pude, além de conhecer os templos, observar os olhares e a postura dos indianos diante as esculturas e relevos dos corpos em diferentes posições sexuais, o que me levou a compreender o impacto da ocupação puritana britânica na cultura indiana.

Em Puri, fiz amizade com alguns meninos indianos que me viram praticando yoga no telhado da guest-house onde eu estava hospedada. Eles entraram em contato comigo e me pediram para dar aulas de yoga para eles. Foi muito inspirador dar estas aulas na beira da praia, o que exigiu uma dose extra de concentração e versatilidade na comunicação, já que nem todos falavam inglês e o ambiente era muito diferente daqueles com os quais eu estava acostumada a dar aula.

Indo um pouco além, visitei Kajuharo. Aí eu pude entender mais profundamente o que é o Tantra. Então, decidi que era hora de conhecer o ashram do guru que, ainda, mais tocava meu coração: Osho.

Eu resistia a ideia de ir visitar seu Ashram, pois segundo suas palavras, sempre seria melhor termos um guru vivo. Vi frustradas minhas tentativas em achar um guru vivo com o qual eu sintonizasse com seus ensinamentos, desta forma, só me restava experienciar se a energia de Osho ainda estaria presente em seu Ashram, mesmo após tantos anos de sua passagem e a forma comercial que tomou seu legado.

Fiquei muito feliz ao constatar que, apesar de Osho ter falecido em 1990, sua energia ainda está viva e forte em seu Ashram, em Pune; onde fiz muitas meditações e algumas vivências, que me reconectaram fortemente com a energia deste grande mestre.

Também aproveitei meu tempo em Pune para fazer o curso de Ayurvedic Yoga Massage, com Kusum Modak, a criadora desta técnica extraordinária, famosa tanto no Brasil quanto na Europa pelo seu poder curativo.

Assim que retornei ao Brasil, fiz contato com Ananda Prem, em SP, com quem fiz os cursos de massagem tântrica, Lingam e Yoni massagem, além de produzir e acompanhá-lo em vários cursos realizados em Porto Alegre. Estes cursos e vivências abriram um universo de novas percepções, o que me ajudaram a aprofundar meu trabalho como terapeuta tântrica.

Em agosto de 2010, fui a Fortaleza participar do Tantra Training I e II com Homa e Mukto, terapeutas reconhecidos internacionalmente por seu trabalho com o Tantra. O trabalho deles alia as práticas meditativas orientais com as terapias ocidentais, conseguindo, desta forma, um trabalho profundo e amoroso. Foram 17 dias intensos, onde os trabalhos se iniciavam bem cedo e terminavam a noite. O grupo era formado por 42 pessoas de 15 países diferentes; culturas e formas de pensar distintos, unidos através da abordagem sensível dos terapeutas- facilitadores. Foi um grande aprendizado para mim, tanto em nível pessoal como profissional.

No meu ponto de vista, o caminho de auto-conhecimento e aperfeiçoamento profissional estão intimamente ligados, desta forma, sempre busco novas técnicas que possam ampliar meus horizontes e aprofundar ainda mais meu trabalho como terapeuta tântrica.

Em fevereiro de 2011, retornei a Europa para continuar meu processo de aprendizado e evolucao em relacao ao tantra, atingindo niveis de compreensão cada vez mais profundos em relação a mim e aos processos evolutivos dos meus clientes.

Assim sendo, fui fazer o curso "Do sexo à Supraconsciência", em Dorset, na Inglaterra, com Mahasatvaa Ma Ananda Sarita, renomada mestra tântrica, iniciada por Osho, em 1973, tendo vivido por 26 anos na comunidade do Osho em Puna, India.

Tive uma profunda identificação com Sarita e sua forma de passar seu conhecimento, com quem estou fazendo o curso sobre o Vigya Bhairav Tantra. Espero poder seguir fazendo os cursos com ela ao longo deste ano.

Também estive na França, numa cidadezinha perto de Montpellier, chamada St. Martin de Londres, onde fiz o 2º ciclo da formação em tantra da Escola Internacional de Tantra de Margo Anand, escritora do best-seller "A Arte do Êxtase Sexual" e outros. Sua escola chama-se Skydancing Tantra e é considerada a melhor escola de tantra da Europa.

Além desses dois cursos na Europa, aproveitei para conhecer e aprender a técnica de massagem tântrica da Kashmira, com o escritor e profundo conhecedor da arte curativa tântrica indiana, Christophe Dacier, que me iniciou nesta arte kashmiriana por dois dias inteiros, em seu estúdio, perto de Genebra, nos Alpes franceses. Foi um processo lindíssimo, onde senti a dissolução de alguns padrões de resistência, e pude sentir a energia ativada em meus chakras de forma muito intensa; poderia dizer até que nunca havia sentido com tanta intensidade todos os meus chakras vibrando e emitindo luzes.

Este tempo na Europa, me ajudou a ver novas dinâmicas de grupo, aprender novas técnicas, a aprofundar meu auto-conhecimento e me aperfeiçoar ainda mais para melhor atender meus alunos e clientes.

Luz e Amor a todos.

Om Namah Shivaya.

 
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